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Autor
Engenheiro


29 anos
Um "yes man" incapaz de dizer não às coisas boas da vida.
Este é um espaço de histórias intensas, cheias de paixão por um quotidiano preenchido por experiências verdadeiramente únicas.
Porque trabalho e lazer não têm que ser antónimos, mas apenas anónimos.


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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
17:41; Uma enfermeira me picou
Num canto da agenda, uma pequena nota me recordava. Tomar uma vacina. São 15:40, deixo o escritório em suspenso e vou para a enfermaria.
Na sala de espera, uma velha e pequena televisão entretinha com programas fracos e doentios. Não presto atenção.

Divago o olhar pelo que sucede em redor. Longe, num corredor avisto uma enfermeira jovem. Fico atento, acompanhando as tarefas.

A enfermeira vestia-se de branco, trazia uma saia e uma camisa cintada. Aproxima-se de uma doente, sentada, levantando - despercebida - um pouco a sua saia. Com um olhar de lince, vejo as suas meias de ligas.

Conseguiu toda a atenção. Flutuo naquela sala, perdido no tempo e no espaço.

Aproxima-se da sala. O meu corpo adormece. Não me sinto, sinto suores, estou em gritos calados vejo-a na minha direcção sobreposta à visão que mantinha ainda na retina.

Ocultando o meu acelerado coração e um pouco de vergonha, aborda-me e questiona.

"Boa tarde. Está a aguardar? Posso ajudar?"

"Vim para vacina... mandaram-me aguardar"

Era a minha vez, pelo que me diz para a acompanhar. No consultório, vendo-me nervoso, conversa comigo para me ambientar.

"Chamo-me Diana. Como se chama?"

A enfermeira das ligas chama-se Diana e, não fosse a vacina, imaginava-a princesa.

"Será no braço. Pode despir a camisa"
Sentia-me exposto, vulnerável e incapaz de disfarçar o meu devaneio. Simpática e delicada, conforta-me com um toque no peito. Sente a minha pulsação, galopante, de um coração com paixão. Tão próximo, sinto a sua mão quente no meu peito.

Voltados um para o outro, descuido o meu olhar que, atrevido, se descai. Descubro pelo decote o seu peito, numa pele dourada, sedosa e macia.

"sente..." digo-lhe enquanto agarro as suas mãos.

"deixou-me louco desde que a vi... ao longe"

Diana responde, sensual, enquanto leva com as mãos as minhas ao seu peito. "também eu estou quente, cheia de desejo!"

Estamos sentados de frente. Na minha cadeira de paciente tenho-a bem próxima no seu posto. Está próxima. Não resisto. Os meus lábios queriam provar o sabor dos seus!

Puxo-a, sentando-a sobre as minhas pernas. Beijamo-nos, envolvi os meus braços no seu corpo, abraçando-a e tocando o pescoço.

Sentia os seus cabelos e sentia o contorno do seu corpo, adorando cada recanto. Cada curva, cada traço, cada pedaço. A minha mão no seu rosto e a sua no meu apimentavam ao momento o carinho que os seus olhos claros me haviam prometido.

A sua saia subida e malandra mostrava as pernas de Diana, morena e atraente.
Desaperto a sua camisa, botão a botão, desvendando-a por entre as ondas do tecido. Encanto-me com os seus seios. Com uma mão pega na minha e percorre, desde o peito, pela barriga, o umbigo, o seu ventre. Consigo sentir o calor que liberta. Solto a sua saia já descomposta e puxo o seu corpo contra o meu.

Desapertou-me o cinto e despimos apressados. Acompanhando com beijos, penetro Diana, a princesa enfermeira. Soltámos suspiros e respirámos acelerados, sincronizados e com vontade.
Numa dança de paixão, Diana mata-me de tesão.
Quentes e molhados, preenchemos o consultório de desejos e corpos satisfeitos.

Pica-me no braço. Beija-me enquanto me visto e caminho, de volta ao trabalho.

| Escrito por Engenheiro | 3 comentário(s) |


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
06:43; Fantasia de Carnaval
É véspera de Carnaval. Saio do trabalho. Pela autoestrada, a viagem até casa é o meu retiro espiritual. São quilómetros de alcatrão percorridos em solidão. No rádio escuto uma música cheia de sentido, "I'll be waiting". Recorda-me uma amiga, a quem ligo de imediato.

Conheço Bárbara há pouco tempo. Talvez um ano. Os nossos olhares trocaram-se pela primeira vez num jantar de aniversário, onde me intrigava com o seu ar de menina mistério. Bárbara é bela, é doce mas depressa desaparece, como um gelado que num instante derrete. Meses depois, novamente um jantar, o ambiente aqueceu e tornámo-nos mais intimos. Já passaram três meses, e interessa-me saber como está.

Trocámos as últimas e conversámos um pouco. Ao telefone, a sua voz apressada abranda-me o peito. A minha voz erotiza-se e fico inspirado.

"Tenho uma ideia! Se hoje fores uma gatinha, eu serei o teu gato!" surgiu-me, galopante.

Bárbara aceita. Guardei em segredo o meu restante plano.

A ideia, interessante e excitante, trazia-me sarilhos. Com minutos contados, precisava ainda de descobrir uma fantasia de gato. Acelero na estrada, e percorro a cidade. Numa loja encontro um fato de gato, preto com pintas, da cabeça aos pés. Incluía bigodes grandes e uma cauda impressionante.

À hora combinada, faculto as pistas. Bárbara deverá dirigir-se para a Foz, onde encontrará um brinde. Para enfeitiçar a fantasia, havia criado um jogo de pistas. Depressa encontra uma coleira de pele. Não seria de gato, mas a morada lá escrita levaria-a a outra pista. Agora em Leça, descobre uma trela. De novo uma pista, encaminha-a para perto.

Chegou ao motel, onde eu a aguardava em Bali. O número 7 da suite, era a última pista "as vidas que tenho, as gastarei esta noite".

No quarto, com chillout ambiente, havia apenas uma luz ténue, criando um ambiente de erotismo e sedução.

Bárbara era per si uma gata, mas nesta noite encarnava, felina, a fantasia perversa. Trazia um vestido de latex, denunciando cada traço do seu corpo. Os seus acentuados seios, a sua cintura, tão fina, deixavam-me louco.

Saudoso dos seus lábios, beijei-a com vontade. Abraçámos os nossos corpos, escondidos e envoltos na excitante fantasia. De faces e corpos disfarçados, dávamos liberdade à imaginação.

Numa dança de conquista, estimulámos os nossos corpos com movimentos felinos.

"vou dançar para ti" diz-me enquanto me senta na cadeira.

Surpreendido e entusiasmado observo-a enquanto abraça o varão presente no quarto. Fixando-me com o olhar, inicia a sua sedutora dança, deslizando e curvando em movimentos que evidenciavam a perfeição do seu corpo. Naquele varão, insinuava-se e provocava-me, oferecendo-me um momento de puro erotismo.

Desejava-a! "vem até mim!"

O calor que se apoderava de mim, transformando a suite num verdadeiro cenário de Bali, afastou dos nossos corpos as roupas, deixando-nos despidos.

Deito-a sobre a cama, e posiciono-me de um modo felino.


Bárbara tem uma inconfundível tatuagem no fundo das costas, e a sua delgada cintura preenche de curvas o seu delicado corpo. Excitados, os nossos corpos unem-se em sintonia, embriegados pela fantasia. Os nossos corações acerelados definem o ritmo, cada vez mais rápido e profundo.

Os seus cabelos escuros escondem o pescoço. Com vontade de beijá-lo, descubro-o transpirado. E beijo-o, com suave mordidelas. E toco com a língua, percorro-o até à orelha, que beijo.

Da sua boca distante, beijo o seu canto, perdendo-o pelos movimentos constantes que a preenchem com vontade.

"possui-me!"

"sou o teu gato"

Cada vez mais excitado, perdi o controlo e agarrei os seus cabelos. Desfrutando em pleno, levantava-me e penetrava-a enquanto a segurava pela cintura.

"siiimm!" soltavamos por entre gemidos.

por Maria:

"Sentia-me a voar naquele desejo quando de rompante…
De forma inesperada envolvendo-me nas suas longas pernas volta-se.
Vejo-me dominado pelo desejo daquela leoa… louca de desejo prende-me à cama. Numa teia de seda sou levado pelo seu odor de felina. Lambe-me o lobo da orelha e murmura doces ordinarices. Num deslizar suave pelo meu corpo sinto os seus lábios quentes no meu mamilo. Mordisca-me…fico louco de desejo. Sinto-me a arder. Tenho uma vontade louca de a penetrar.
A custo sai-me da garganta um “Deixa-me comer-te” seco mas ávido.
“Não…” diz num sussurrar perverso…”agora quem come sou eu”…
Sinto-lhe o tesão. O calor da sua pele queima-me.
Entre mordidas e beijos desce peito abaixo parando-se junto do umbigo. Beija lentamente o meu abdómen deixando-se deslizar lentamente até à zona pélvica. Os seus dedos brincam com os meus pelos enquanto me olha com um sorriso matreiro. O odor a sexo aumenta, parece sufocar-me … sinto a boca seca e imploro que me deixe tocar…malvadamente sorri.
Sinto um beliscar no me mamilo…o calor da sua vagina na minha perna.
Mordisca a zona interior das coxas…domina-me por completo.
No meu escroto sinto o calor do seu bafejar a sua língua quente e húmida. Beija-me…deseja-me.
Estou paralisado.
Sinto a pressão da sua mão no meu pénis. Beija-me a grande. Mordisca-me o escroto. Acaricia-me com tesão. O calor da sua boca apossa-se de mim chupando-me com loucura…com doçura…prendendo-me entre os seus dentes em ciclos de espirais ascendentes e descendentes.
Morde-me o pescoço enquanto dengosamente desliza a anca sobre a minha.
E dança lentamente com a sua anca sobre o meu abdómen. As suas nádegas roçam-se em mim.
Sinto o calor húmido da vulva sobre a minha pélvis…está completamente molhada, deseja-me…sinto-o.
Dança com volúpia sobre mim. Solta-me os punhos. Agarro-lhe as ancas e deixo que sinta toda a minha força…o tesão de um leão endoidecido de prazer e desejo.
Tomba sobre o meu peito e os seis mamilos acariciam o meu peito. Transpira desejo.
Uma gota de suor cai-me nos lábios e saboreio o salgado do desejo…
Volúpia carmim que de sol poente se veste numa brisa de paixão.
Enrolados em nós deixamos morrer a loucura
."

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domingo, 22 de fevereiro de 2009
06:02; Tacadas Nocturnas
Existe no Porto uma casa nocturna de eleição, que frequento de forma assídua e quase religiosa. O Twin's resiste às investidas dos tempos, ultrapassa as mutações das modas e é onde, de certa forma, me sinto em casa. Sem nada combinado, conduzo até à Foz e dirijo-me à porta.

"Hoje estás sozinho?" pergunta-me o porteiro enquanto me cumprimenta.

"Sim, mas espero levar daqui uma miúda comigo!" respondi-lhe em brincadeira.

Naquela casa nunca estou verdadeiramente sozinho. É um ponto de encontro de velhos conhecidos, amigos da noite e engates esquecidos. Subo as escadas para o piso de cima. É um local calmo, com vista para a pista, ideal para conversar e conviver um pouco. Vou até ao bar.

"É o costume?" pergunta-me a menina.

Pois será. Serve-me um Martini rosso com pouco gelo que pretendo acompanhar com um relaxante cigarro. A zona de fumo é no último piso. Já fora um espaço de sofás mas agora inclui inusitados matrecos e uma mesa de bilhar.

Avisto uma jovem sozinha, de taco na mão, jogando bilhar. No resto do espaço agrupam-se em casais rostos conhecidos e algumas figuras da noite do Porto.

Enquanto fumo o cigarro, aprecio a solitária jogadora em sucessivas tacadas.

Parecendo concentrada, não desvia o olhar. Joga a todas as bolas, desfilando-se elegante em torno do bilhar. Tem um sensual vestido verde, revelando as suas pernas de cada vez que se dobra sobre a mesa.

Termino o cigarro e aproximo-me. Observo, atento, esperando que se desconcentre.

Na última bola, falha desastrosamente. Seria uma tacada fácil, sem espaço para errar. Mas foi o pretexto para desbloquear.

Desiste do jogo e convida-me a participar.

Chama-se Ana e é de Coimbra. Aguarda sozinha duas amigas que veio visitar. Habituada a jogar, decide praticar algumas tacadas até as amigas chegarem.

Aceito o convite e pego num taco. Não o fazia há vários anos, desde os tempos de escola em que preenchia os tempos livres no salão local. Conhecia uns truques, mas neste jogo pouco me interessava ganhar.

Ana movia-se de forma sensual e planeada, quase coreografada. Acertava todas as tacadas e de cada vez que se dobrava o meu olhar desgovernava-se, deixando-me perdido, na lua.

"É a tua vez..." fez-me regressar.

Na mesa restavam poucas bolas para a Ana jogar, e eu ía ainda começar. Escolhendo a jogada mais fácil, coloco o giz e dou a tacada.

Não entra. O taco escorrega e a branca nem toca na 7.

"Pegaste mal no taco. Joga novamente que eu vou-te ensinar"

Ana transmite experiência. De cabelos ruivos, rosto invulgar e unhas vermelhas, parecia-me uma mulher sabida, com quem gostaria de aprender.

Dobro-me sobre a mesa para uma nova investida. Ana posiciona-se a meu lado, colocando as suas mãos sobre as minhas. Reajo ao toque, virando-me e sorrindo. Serena, corrige o taco e dá-me as indicações. Juntos, damos a tacada.

"Muito bem" encoraja-me enquanto mantém as suas mãos sobre as minhas.

Ana tem a pele branca e macia. As suas mãos nas minhas catapultavam o calor que me percorria pelos braços até ao tronco, deixando-me com suores estranhos e calores.

Uma vista sobre o bilhar e preparo a jogada. Faço-me à 3. Será mais exigente, necessitando de uma tabela para pontuar. Ana volta a ajudar.

"Imagina uma linha... baixa-te e faz pontaria" diz-me junto ao ouvido.

Fazendo-me hesitante, aproxima o seu rosto do meu e ajuda-me na pontaria. "um pouco mais para a direita..."

Tão próxima, permitiu-me sentir o seu perfume, reparar na perfeição do seu rosto e na beleza dos seus olhos.

Com a dose certa de pontaria e força, consigo uma tacada perfeita. "Muito bem!" diz-me com um inesperado beijo no rosto.

Paralisado, olho-a admirado. Os seus lábios pintados brilhavam sob as poucas luzes do espaço.

Aquele baton deveria ter um sabor, e eu queria saber qual!

Atrevido, beijei-a sem resistência. De toques delicados fizemos os nossos breves beijos, interrompidos pelo toque do seu telemóvel. Marisa e Susana, as suas amigas, depararam-se com um imprevisto e não poderiam estar com ela naquela noite.

Sozinha, ofereço-me para companhia. Arrumámos os tacos e convidei-a para um passeio pela cidade que Ana desconhecia.

Na saída despeço-me do porteiro com aquele ar de "who's the boss?" e levo-a para o carro.

Percorremos a Foz até ao Castelo do Queijo. Mostrei-lhe a o Parque da Cidade e a Casa da Música. No centro, vimos o Palácio, a Torre dos Clérigos e passamos por Cedofeita e Santa Catarina. A cidade, deserta, parecia adormecida. Descemos pela Estação de S. Bento em direcção à Ribeira, pela marginal que nos leva de volta ao Twin's. No Passeio Alegre, com vista sobre o rio, estaciono o carro junto a outros, de vidros embaciados.

Solto o cinto, escolho uma música e ponho-me à vontade. Aproximando-se a despedida, beijámo-nos uma última vez. Prolongado, mas parecendo curto, um último beijo despediu os meus lábios dos seus.

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sábado, 21 de fevereiro de 2009
03:28; Varão do Metro
Hoje estive fora. Uma grande empresa multinacional, daquelas com escritórios de vários pisos e directoras financeiras e administrativas escolhidas a dedo, pediu-me uma reunião na sua sede em Lisboa. Aceitei e agendei.

Tinha prometido acabar hoje um site que ainda nem sequer tinha começado a programar, pelo que decidi fazer a viagem de comboio para poder trabalhar um pouco durante a viagem.

Por entre dedos de conversa nos chats e emails de conteúdo duvidoso de uma velha amiga, lá fui começando a fazer o site que há tanto estava prometido. A viagem foi pacífica, numa carruagem calma e vazia.

Chegado a Lisboa, apanho o Metro para a sede da empresa perto do Saldanha. Com lugares disponíveis, sento-me, ligo o iPod e abro o jornal. São 12:00, e por esta hora circulam no Metro apenas pessoas esquisitas. Reformados, jovens suspeitos com olhares comprometidos e de aparência duvidosa e um pouco manhosa.

Abrem-se as portas em Chelas e a minha curta viagem aproxima-se do meio. Instintivamente levanto o olhar e activo o radar.

"Temos cuzão!" exclamei em silêncio.

Uma miúda com os seus 25 anos entra e encosta-se ao varão. Vestia uns corsários justos e emanava um perfume de ataque. Há perfumes assim, que me deixam com os sentidos apurados e os desejos refinados.


Arrumo o jornal. Recordei os tempos de adolescência e as viagem de autocarro de casa para a escola. Recordei as trocas de olhares, os envios de bilhetes às alunas das outras turmas que partilhavam as viagens matinais. Às vezes começavam muito bem os dias, mesmo no suplício do trânsito, viajando de pé com o corpo comprimido. Havia umas safadas que forçavam o roço e, quando animadas, até apalpavam. Eu gostava dos transportes públicos, e a explicação estava ali, encostada ao varão.

Esta miúda não se agarrava. A carruagem abanava, acelerava e travava, e ela mantinha-se ali firme e elegante, estabilizada por aquele magnífico cuzão.

Levantei-me e dirigi-me a ela! A abordagem não foi pensada mas era a única solução.

"Desculpe. Pode-me dizer como vou para o Saldanha?" perguntei-lhe, educado.

"Oi! Ahh... sabe... eu vou para lá. Se cê quiser eu posso acompanhar." respondeu-me com aquele excitante sotaque brasileiro.

Agradeci a simpatia e mantive-me na sua companhia, desenrolando um pouco de conversa desinteressante mas interessada.

Chamava-se Karen. Tinha - afinal - 26 anos e estava em Portugal há 3 anos. Conseguiu um estágio numa empresa de comunicação que presta serviços de outsourcing. Dirigia-se para um dos clientes, mas sabia apenas a morada.

"Vou para uma reunião, mas o nome não recordo não. É no Saldanha."

Saímos do Metro, fizemos o percurso enquanto trocávamos algumas palavras sobre assuntos banais.

"Já almoçou?" perguntei-lhe, fora do contexto.

"Com você ainda não!" respondeu-me com gargalhada.

Ai que piada! Nem imagina como eu gostava de lhe dar comida na boquinha.

Comemos picanha, bebemos um bom vinho e trocamos os números de telemóvel. A hora da reunião aproximava-se e o encontro ficava por ali.

"A gente se fala"

À saída do restaurante seguimos rumos distintos. A Karen rumou, apressada, para a morada que trazia num pedaço de papel, enquanto eu desesperava por me recordar do nome da empresa.

No escritório havia ficado a minha colega, que sempre me ajuda quando estou em apuros na rua. Com indicações precisas, segui o trajecto correcto.

Cheguei ao destino, uma torre espelhada. Subo ao vigésimo piso, onde me indicam a sala de reunião.

"Pode entrar. A doutora está à sua espera"

Uma mulher? Vai ser interessante. Pensei com a fluidez de raciocínio tão habitual no processamento destas informações.

Entrando na sala perco a postura.

"Karen?!"

"Oi!!" ofereceu-me com um sorriso.

Há acasos felizes e disso vivem os vilões. Fechei a porta e coloquei-me confortável junto da doutora. A Karen explicou-me que estava responsável pela imagem daquela multinacional no que respeita à consciencialização ambiental. A empresa tem um forte carácter social e com uma aposta nas energias renováveis poderá capitalizar benefícios de imagem e reconhecimento dos clientes.

No portátil trazia uma apresentação com exemplos de projectos que poderiam ser ali desenvolvidos. Investindo milhares para colher mil milhões, era a frase chave.

Ligo o portátil que estava suspenso. Num ecrã completo tinha um Explorer com imagens eróticas do site que programava durante a viagem.

"Desculpe!" minimizei a janela, um pouco envergonhado.

"Não! Deixe ver! Pareceu-me interessante" surpreendeu-me com a resposta.

Enquanto tentava explicar - engasgado - o motivo do site, que me havia sido requisitado, a Karen levanta-se e coloca-se atrás de mim.

"Relaxe..." diz, colocando as mãos nos meus ombros e massajando.

Esta miúda tinha muitos atributos, mas não era certamente premiada pelo dom das massagens. Em vez de relaxado, sentia-me casa vez mais tenso e com o coração acelerado.

Apercebendo-se da ineficácia das suas massagens, renovou a estratégia e sentou-se sobre o meu colo.

"Já sei. Vou relaxar você de um jeito diferente... e que eu prefiro também!" confidenciou-me, safada.

A sala estava equipada com 16 poltronas de pele e uma mesa imensa para reuniões concorridas. Hoje estávamos só os dois, sentado com a Karen sentada em mim. Apoiando-se na mesa, mexia aquele belo rabo, perfeitamente esculpido e delineado, enquanto se insinuava mordendo o lábio.

Tentando não acordar daquele sonho em que estava envolvido, mantive-me quieto enquanto me enchia o ego.

Os seus sábios movimentos faziam dela uma encantadora de serpentes, e das calças do meu fato havia já uma espécie desejosa de picar. Tinha atingido o instante JNAMVC - Já Não Aguento Mais, Vou-te Comer - e agarrei os seus seios com vontade. Não eram naturais, mas a sua consistência agradava e o seu tamanho era perfeito.

De cada vez que inspirava, sufocava-me com aquele perfume que me deixa doido de desejo.

Mantendo-se sentada, virou-se para mim e aproximou-se da minha boca com os seus lábios carnudos. Beijamo-nos intensa e prolongadamente enquanto se mexia e abanava, sentindo o corpo da minha vontade.

Num jogo de sedução, recuava e puxava-me pela gravata, roubando-me beijos apaixonados. A sua boca era doce e a sua língua destemida invadia-me com ousadia.

"Deixa eu ver e beijar com minha boca" pediu-me enquanto me tirava a gravata e desabotoava a camisa.

Em simultâneo despia a sua blusa e soltava o soutien. O seu corpo era perfeito. Os seios revelavam o seu claro tom de pele, com minúsculas marcas do bikini de verão.

Tomando a liderança, deitei-a sobre a mesa e levantei-me sobre a Karen.

"Agora és tu quem relaxa. Vou-te dar muito prazer" foi a minha promessa e era o que eu mais fantasiava.

Beijei os seus seios, provoquei com a minha língua, deslizando levemente sobre os mamilos. Beijei a sua barriga, em torno do umbigo, descendo até aos justos corsários. Eu estava cheio de desejo e queria beijar aquela mulher. Queria sentir cada pedacinho do seu corpo e acariciá-lo. Desapertei e despi os seus corsários, descobrindo uma fina tanguinha um pouco húmida. Voltei à barriga, ao umbigo... deslizando os meus lábios, a minha boca com suaves beijos e toques de língua.

Karen compreendeu o meu desejo. Devagar, afastou as suas pernas, deixando-me provar o seu gosto. O tempo parecia infinito e eu não tinha pressa nem receio. Beijei, lambi suavemente, percorri em torno com a minha língua. Conquistando a sua crescente vontade, comecei a beijar os lábios sobre o seu clitoris, alternando com movimentos enrolados da minha língua, afastando os seus lábios para tocar directamente no ponto mágico.

Ela estava excitada e gostava do prazer que eu lhe oferecia. Demonstrava-o mordendo o lábio e tentando tocar-me no meu peito distante.

Eu queria dar-lhe prazer e a minha fantasia era fazê-lo com a minha boca. Aumentei o ritmo dos meus toques, beijando e lambendo. O seu clítoris estava grande e exposto, pedindo todo o meu empenho.

Com as duas mãos, agarrei a sua cintura, puxando-a contra a minha boca. Senti que estava próxima de um orgasmo, e estimulei cada vez mais e mais. A minha língua abraçava aquele clítoris excitado quando a Karen me agarrou a cabeça e puxou na sua direcção. O seu corpo estremeceu, a sua respiração disparou. Tentando não nos denunciar na sala de reunião, abafou os seus gemidos, mordendo o tecido da minha gravata.

Karen estava exausta. Recompôs-se enquanto me vesti. Fiquei com o seu gosto, com o seu perfume na minha pele. Voltamos à reunião, que terminámos com um entendimento vantajoso para ambas as partes. Venham os milhares. Eu devolverei mil milhões... de beijos!


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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
20:27; Modo manual
Uma das minhas funções é a prestação de assistência técnica. Resumir-se-á a uma análise in loco para, eventualmente, posterior intervenção pelos técnicos.

Na soalheira e calma manhã de hoje o telemóvel tocou. Um velho cliente, de obra terminada e paga. Deixo-o chamar um pouco, ao som de "I'm yours" (ironias). Num último instante atendi-o e vi confirmadas as minhas piores suspeitas - uma avaria!
Prá merdinha, pensei eu. Aquilo que estava a querer tornar-se num dia calmo transformou-se num imenso período pré-assistência e pós-assistência. Sim, porque eu preciso de tempo para me mentalizar que vou aturar chatos... e preciso de igual tempo para me recompor.
Acertada a hora - 4 da tarde - acordámos que eu iria ao local onde estaria alguém para me "atender".

Faço-me à estrada ao som de forró num inspirador "senta que é de menta"

Já que você me provocou
Agora experimenta
Senta que é de menta
Senta que é de menta
Xa ca ca la ca ca xa xa ca ca cu cu lu lu
Será que você aguenta
Senta que é de menta
Senta que é de menta

Rasgando alcatrão até à terrinha, chego pontualmente à casa do cliente. Num ambiente familiar, os populares abeiram-se para me dizer que não está ninguém em casa, mas posso pedir à senhora da mercearia para me abrir a porta. Roubo fácil - penso eu! Assim seja, pois não perco tempo e mais depressa regresso ao chat abandonado no escritório.

Aquela merda vai estar um kosovo - imaginei eu. Um sistema solar sem uso é uma pequena incógnita da engenharia. Tudo pode correr bem ou tudo pode virar bosta.

Mas afinal não havia cobre retorcido, uniões derretidas nem fugas generalizadas. O sistema, tranquilo, repousava num estado estranhamente... manual! Parado, desligado, aguardando um pequeno toque num botão para voltar ao normal, o automático!
Desconfiado, efectuei o toque mais caro da história das assistências técnicas, pois os 100 km de deslocações têm, feitas as contas, elevados custos depois de acrescidos os meus honorários. Com um jeito de profissionalismo, aproveitei para um pequeno check-up ao sistema para cumprir calendário.

Enquanto verificava o grupo hidráulico escutei passos aproximando-se. São saltos de mulher, distingo isso melhor que tudo neste mundo!
Mantenho-me, aparentando atarefado, alternando o interruptor do grupo entre ligado e desligado.

Vou parecer um entendido - pensei eu.

As melhores suspeitas revelaram-se positivamente fundamentadas. Era uma mulher... e que mulher. É a noiva do cliente, com os seus 27 anos, 1,70m, olhos doces côr-de-mel, um peito médio mas de formas perfeitas e um rabo incrivelmente perfeito. Rapidamente percebi porque ofereci a estes amigos um verdadeiro desconto. A primeira visita tinha sido de noite, há mais de um ano, e recordo o seu rosto escondido pelas sombras de uma casa em bruto com a iluminação de uma única lanterna.
Disse-lhe que o sistema estava novamente operacional e aproveitei para lhe explicar como operar com o regulador electrónico (na esperança que aprenda a desactivá-lo sempre que me queira encontrar) e fazer um breve resumo das instruções de manutenção.

"Aqui atrás do acumulador de água existe uma válvula que permite regular a temperatura desejada..."

"Quente, quero-a muito quente..." disse-me de imediato enquanto se aproximou do meu ombro para observar o mecanismo de regulação.

"Eu também gosto dela quente" gracejei com um sorriso e olhar fixo no seus olhos de mel.

Mostrei-lhe as válvulas, os manómetros, os termómetros, aprofundei como nunca tinha aprofundado num contacto com um leigo. Tinha a perfeita noção que não estava a acompanhar o meu raciocínio, mas eu estava a adorar senti-la espreitar sobre o meu ombro a uma distância cada vez menor do meu pescoço. Tentando explicar-lhe a naturalidade do aumento da pressão dos fluidos em função da temperatura (absolutamente coincidente nos seres humanos), virei a cabeça para verificar se me escutava. O meu movimento - inesperado - resultou num encontro dos meus lábios nos seus.

"Desculpe..." prontamente exprimi eu, mantendo a curta distância entre os nossos lábios num imenso momento de suspense.

"Pode continuar..." calculei que fosse o beijo. E por isso continuei. Lancei os meus lábios sedentos de prazer e cheios de calor. Retribuiu-me com a intensidade de uma noiva (o casamento será dentro de dois meses) desejosa de queimar os últimos cartuchos antes da - ainda julga ela - fidelidade eterna. Os seus olhos ganhavam brilho e do seu decote encorpavam os seios transpirados do calor numa lavandaria solarenga numa tarde de sol.
O sol raiava, o calor entrava e eu estava desejoso de entrar nela também. Ao som das nossas bocas molhadas, com beijos loucos e línguas entrelaçadas, lançavamos discretos suspiros que me encaminhavam num toque suave pelo seu pescoço.
O seu corpo tremeu, provavelmente virgem nas traições, sentia-se pouco confortável com o toque suave da minha mão no seu rosto, descendo pelo pescoço e com uma tendente direcção. Uma parte de si dizia ainda não, mas o calor do seu corpo só lhe permitia dizer-me a tudo sim.

Não resisti! Ousei descobrir os seus seios, explorando-os com a minha mão que entrou pelo decote, sentindo a pele transpirada de desejo, de vontade. Macios, acariciei-os enquanto a beijava e segurava a sua cabeça, tocando-lhe nos cabelos, no pescoço, nos ombros enrijecidos. Os suspiros eram cada vez mais intensos e frequentes, a força do seu corpo no meu era cada vez maior, impedindo-me de esconder a eminente vontade de a preencher, de entrar naquele belo corpo. Desabotoei a sua camisa, enquanto desabotoava a minha, olhando-me com um sorriso feliz e malandro.

O forró, implacável, não me saía da cabeça com o constante refrão da última canção...

Já que você me provocou
Agora experimenta
Senta que é de menta
Senta que é de menta

Desvendado o seu peito, a provocação era imensa! Não esqueci cada pedacinho de pele entre seus lábios e seus peitos perfeitos. Com os meus lábios, beijei, percorri calma e delicadamente o rosto, o pescoço, os ombros... respondia-me com arrepios aos leves toques por baixo da orelha, de olhos fechados e expressão de prazer. Segurei os seios enquanto os beijava, acariciava em toda a sua plenitude em torno dos mamilos, provocando-os sem lhes tocar.
Sem resistir, puxou a minha cabeça, fazendo-me beijá-los. Beijei-os, lambi os mamilos excitados, pondo-me louco de desejo. Parecendo adivinhar, toca-me e descobre-me já a latejar, sufocando nuns boxers justos e transpirados.
Enquanto me desaperta, beija-me o tronco, percorre os meus braços com as mãos delicadas, beija-me o umbigo... aumenta-me a pressão.

Solto um suspiro profundo, sinto o calor da sua boca que me recebe cheio de vontade, beija-me, mordisca-me, enquanto me massaja de forma ritmada. Adoro o seu jeito, olhando-me nos olhos com ar de safada, ajoelhada, deixando-me duro e excitando, com o corpo tenso e descontrolado.





Levanto-a, desaperto a suas calças, dispo-a deixando-a apenas calçada. Aprecio o seu corpo, tão definido e sensual, enquanto firmo a sua cintura, puxando-a para mim.

Beijamo-nos com os corpos molhados e colados, explorámos cada recanto das nossas bocas. De pé, agarrei-a, levantei-a para o meu colo. Entrelaçou as pernas no meu corpo, dando-se para mim. Senti-a molhada de tesão, chamando por mim.
Suspiros, gemidos, lábios mordidos enquanto a penetrava. Agarrando-a pela cintura, num baloiço cada vez mais frenético, preenchia-a num vaivém delicioso.

Devolvo-a ao chão, viro-a de costas. Seguro nos seus cabelos pretos compridos enquanto inclina o tronco sobre o termoacumulador. A visão era absolutamente deslumbrante. Ao meu cliente vendi-lhe um sistema solar com um raro desconto e, em tom de agradecimento, estava ali, na sua própria casa a fazer sexo com uma bela mulher. Uma noiva. Um avião!

Segurei-a pela cintura, puxando-a contra o meu corpo. Lançámos gemidos, gritos, suspiros. Preenchi cada espaço seu, com movimentos concisos e ritmados.
E ela pedia mais.

Mais depressa - "não pare!"
Mais profundo - "sim!" gritava enquanto me puxava com força.

Com a minha mão senti-a toda molhada, num misto de suor e excitação, lubrificada comigo dentro de si. Senti o seu clítoris crescido... provoquei-o, fazendo-a afastar as suas pernas para eu a estimular.
Massajei suavemente, acelerei, provoquei, excitei freneticamente o seu clítoris enquanto a penetrava com desejo!

"siimm!!" gritava enquanto o seu corpo balançava ao som do meu ritmo.

Aquela noiva estava cheia de tesão, adorava estar a ser comida ali na lavandaria pelo engenheiro que desde o início a apreciou. Foram os olhos de mel, foi aquele olhar safado e provocador que me despertou o desejo. Eu queria-a e estava a tê-la ali, num cenário sensual proporcionado por uma visita fortuita.

Segurei nos seus cabelos, excitei o seu clítoris enquanto a penetrava profundamente.
Naquela posição conseguia estimular o seu ponto G... e a noiva estava a atingir o auge!

"por favor não pare!!"

Eu respondia-lhe com um novo fôlego, a um ritmo que sabia difícil de aguentar. Estava quase a entrar em erupção!

"siiimm!! siiimm!!" gritava, gemia, denunciando o seu clímax próximo.
Eu fico doido com a excitação dela. Com movimentos profundos, liberto-me, encho-me de prazer, puxando-a contra mim.
Orgasmo intenso, beijo o seu pescoço... mantemo-nos colados, transpirados. Ofegantes, sorrimos, olhamos um no outro de um jeito satisfeito e feliz.
Sem palavras, recuperámos as nossas roupas abandonadas. Recomponho-me.

"Obrigado pela sua assistência" brincou a noiva. "Quanto lhe devo?"

"Esta assistência já me pagou. Mas a próxima será a dobrar!" disse-lhe com um piscar de olho.

"Já sei pôr no modo manual. Em breve chamarei por si..."

| Escrito por Engenheiro | 5 comentário(s) |