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Autor
Engenheiro


29 anos
Um "yes man" incapaz de dizer não às coisas boas da vida.
Este é um espaço de histórias intensas, cheias de paixão por um quotidiano preenchido por experiências verdadeiramente únicas.
Porque trabalho e lazer não têm que ser antónimos, mas apenas anónimos.


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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
06:43; Fantasia de Carnaval
É véspera de Carnaval. Saio do trabalho. Pela autoestrada, a viagem até casa é o meu retiro espiritual. São quilómetros de alcatrão percorridos em solidão. No rádio escuto uma música cheia de sentido, "I'll be waiting". Recorda-me uma amiga, a quem ligo de imediato.

Conheço Bárbara há pouco tempo. Talvez um ano. Os nossos olhares trocaram-se pela primeira vez num jantar de aniversário, onde me intrigava com o seu ar de menina mistério. Bárbara é bela, é doce mas depressa desaparece, como um gelado que num instante derrete. Meses depois, novamente um jantar, o ambiente aqueceu e tornámo-nos mais intimos. Já passaram três meses, e interessa-me saber como está.

Trocámos as últimas e conversámos um pouco. Ao telefone, a sua voz apressada abranda-me o peito. A minha voz erotiza-se e fico inspirado.

"Tenho uma ideia! Se hoje fores uma gatinha, eu serei o teu gato!" surgiu-me, galopante.

Bárbara aceita. Guardei em segredo o meu restante plano.

A ideia, interessante e excitante, trazia-me sarilhos. Com minutos contados, precisava ainda de descobrir uma fantasia de gato. Acelero na estrada, e percorro a cidade. Numa loja encontro um fato de gato, preto com pintas, da cabeça aos pés. Incluía bigodes grandes e uma cauda impressionante.

À hora combinada, faculto as pistas. Bárbara deverá dirigir-se para a Foz, onde encontrará um brinde. Para enfeitiçar a fantasia, havia criado um jogo de pistas. Depressa encontra uma coleira de pele. Não seria de gato, mas a morada lá escrita levaria-a a outra pista. Agora em Leça, descobre uma trela. De novo uma pista, encaminha-a para perto.

Chegou ao motel, onde eu a aguardava em Bali. O número 7 da suite, era a última pista "as vidas que tenho, as gastarei esta noite".

No quarto, com chillout ambiente, havia apenas uma luz ténue, criando um ambiente de erotismo e sedução.

Bárbara era per si uma gata, mas nesta noite encarnava, felina, a fantasia perversa. Trazia um vestido de latex, denunciando cada traço do seu corpo. Os seus acentuados seios, a sua cintura, tão fina, deixavam-me louco.

Saudoso dos seus lábios, beijei-a com vontade. Abraçámos os nossos corpos, escondidos e envoltos na excitante fantasia. De faces e corpos disfarçados, dávamos liberdade à imaginação.

Numa dança de conquista, estimulámos os nossos corpos com movimentos felinos.

"vou dançar para ti" diz-me enquanto me senta na cadeira.

Surpreendido e entusiasmado observo-a enquanto abraça o varão presente no quarto. Fixando-me com o olhar, inicia a sua sedutora dança, deslizando e curvando em movimentos que evidenciavam a perfeição do seu corpo. Naquele varão, insinuava-se e provocava-me, oferecendo-me um momento de puro erotismo.

Desejava-a! "vem até mim!"

O calor que se apoderava de mim, transformando a suite num verdadeiro cenário de Bali, afastou dos nossos corpos as roupas, deixando-nos despidos.

Deito-a sobre a cama, e posiciono-me de um modo felino.


Bárbara tem uma inconfundível tatuagem no fundo das costas, e a sua delgada cintura preenche de curvas o seu delicado corpo. Excitados, os nossos corpos unem-se em sintonia, embriegados pela fantasia. Os nossos corações acerelados definem o ritmo, cada vez mais rápido e profundo.

Os seus cabelos escuros escondem o pescoço. Com vontade de beijá-lo, descubro-o transpirado. E beijo-o, com suave mordidelas. E toco com a língua, percorro-o até à orelha, que beijo.

Da sua boca distante, beijo o seu canto, perdendo-o pelos movimentos constantes que a preenchem com vontade.

"possui-me!"

"sou o teu gato"

Cada vez mais excitado, perdi o controlo e agarrei os seus cabelos. Desfrutando em pleno, levantava-me e penetrava-a enquanto a segurava pela cintura.

"siiimm!" soltavamos por entre gemidos.

por Maria:

"Sentia-me a voar naquele desejo quando de rompante…
De forma inesperada envolvendo-me nas suas longas pernas volta-se.
Vejo-me dominado pelo desejo daquela leoa… louca de desejo prende-me à cama. Numa teia de seda sou levado pelo seu odor de felina. Lambe-me o lobo da orelha e murmura doces ordinarices. Num deslizar suave pelo meu corpo sinto os seus lábios quentes no meu mamilo. Mordisca-me…fico louco de desejo. Sinto-me a arder. Tenho uma vontade louca de a penetrar.
A custo sai-me da garganta um “Deixa-me comer-te” seco mas ávido.
“Não…” diz num sussurrar perverso…”agora quem come sou eu”…
Sinto-lhe o tesão. O calor da sua pele queima-me.
Entre mordidas e beijos desce peito abaixo parando-se junto do umbigo. Beija lentamente o meu abdómen deixando-se deslizar lentamente até à zona pélvica. Os seus dedos brincam com os meus pelos enquanto me olha com um sorriso matreiro. O odor a sexo aumenta, parece sufocar-me … sinto a boca seca e imploro que me deixe tocar…malvadamente sorri.
Sinto um beliscar no me mamilo…o calor da sua vagina na minha perna.
Mordisca a zona interior das coxas…domina-me por completo.
No meu escroto sinto o calor do seu bafejar a sua língua quente e húmida. Beija-me…deseja-me.
Estou paralisado.
Sinto a pressão da sua mão no meu pénis. Beija-me a grande. Mordisca-me o escroto. Acaricia-me com tesão. O calor da sua boca apossa-se de mim chupando-me com loucura…com doçura…prendendo-me entre os seus dentes em ciclos de espirais ascendentes e descendentes.
Morde-me o pescoço enquanto dengosamente desliza a anca sobre a minha.
E dança lentamente com a sua anca sobre o meu abdómen. As suas nádegas roçam-se em mim.
Sinto o calor húmido da vulva sobre a minha pélvis…está completamente molhada, deseja-me…sinto-o.
Dança com volúpia sobre mim. Solta-me os punhos. Agarro-lhe as ancas e deixo que sinta toda a minha força…o tesão de um leão endoidecido de prazer e desejo.
Tomba sobre o meu peito e os seis mamilos acariciam o meu peito. Transpira desejo.
Uma gota de suor cai-me nos lábios e saboreio o salgado do desejo…
Volúpia carmim que de sol poente se veste numa brisa de paixão.
Enrolados em nós deixamos morrer a loucura
."

| Escrito por Engenheiro | 1 comentário(s) |