Tinha prometido acabar hoje um site que ainda nem sequer tinha começado a programar, pelo que decidi fazer a viagem de comboio para poder trabalhar um pouco durante a viagem.
Por entre dedos de conversa nos chats e emails de conteúdo duvidoso de uma velha amiga, lá fui começando a fazer o site que há tanto estava prometido. A viagem foi pacífica, numa carruagem calma e vazia.
Chegado a Lisboa, apanho o Metro para a sede da empresa perto do Saldanha. Com lugares disponíveis, sento-me, ligo o iPod e abro o jornal. São 12:00, e por esta hora circulam no Metro apenas pessoas esquisitas. Reformados, jovens suspeitos com olhares comprometidos e de aparência duvidosa e um pouco manhosa.
Abrem-se as portas em Chelas e a minha curta viagem aproxima-se do meio. Instintivamente levanto o olhar e activo o radar.
"Temos cuzão!" exclamei em silêncio.
Uma miúda com os seus 25 anos entra e encosta-se ao varão. Vestia uns corsários justos e emanava um perfume de ataque. Há perfumes assim, que me deixam com os sentidos apurados e os desejos refinados.

Arrumo o jornal. Recordei os tempos de adolescência e as viagem de autocarro de casa para a escola. Recordei as trocas de olhares, os envios de bilhetes às alunas das outras turmas que partilhavam as viagens matinais. Às vezes começavam muito bem os dias, mesmo no suplício do trânsito, viajando de pé com o corpo comprimido. Havia umas safadas que forçavam o roço e, quando animadas, até apalpavam. Eu gostava dos transportes públicos, e a explicação estava ali, encostada ao varão.
Esta miúda não se agarrava. A carruagem abanava, acelerava e travava, e ela mantinha-se ali firme e elegante, estabilizada por aquele magnífico cuzão.
Levantei-me e dirigi-me a ela! A abordagem não foi pensada mas era a única solução.
"Desculpe. Pode-me dizer como vou para o Saldanha?" perguntei-lhe, educado.
"Oi! Ahh... sabe... eu vou para lá. Se cê quiser eu posso acompanhar." respondeu-me com aquele excitante sotaque brasileiro.
Agradeci a simpatia e mantive-me na sua companhia, desenrolando um pouco de conversa desinteressante mas interessada.
Chamava-se Karen. Tinha - afinal - 26 anos e estava em Portugal há 3 anos. Conseguiu um estágio numa empresa de comunicação que presta serviços de outsourcing. Dirigia-se para um dos clientes, mas sabia apenas a morada.
"Vou para uma reunião, mas o nome não recordo não. É no Saldanha."
Saímos do Metro, fizemos o percurso enquanto trocávamos algumas palavras sobre assuntos banais.
"Já almoçou?" perguntei-lhe, fora do contexto.
"Com você ainda não!" respondeu-me com gargalhada.
Ai que piada! Nem imagina como eu gostava de lhe dar comida na boquinha.
Comemos picanha, bebemos um bom vinho e trocamos os números de telemóvel. A hora da reunião aproximava-se e o encontro ficava por ali.
"A gente se fala"
À saída do restaurante seguimos rumos distintos. A Karen rumou, apressada, para a morada que trazia num pedaço de papel, enquanto eu desesperava por me recordar do nome da empresa.
No escritório havia ficado a minha colega, que sempre me ajuda quando estou em apuros na rua. Com indicações precisas, segui o trajecto correcto.
Cheguei ao destino, uma torre espelhada. Subo ao vigésimo piso, onde me indicam a sala de reunião.
"Pode entrar. A doutora está à sua espera"
Uma mulher? Vai ser interessante. Pensei com a fluidez de raciocínio tão habitual no processamento destas informações.
Entrando na sala perco a postura.
"Karen?!"
"Oi!!" ofereceu-me com um sorriso.
Há acasos felizes e disso vivem os vilões. Fechei a porta e coloquei-me confortável junto da doutora. A Karen explicou-me que estava responsável pela imagem daquela multinacional no que respeita à consciencialização ambiental. A empresa tem um forte carácter social e com uma aposta nas energias renováveis poderá capitalizar benefícios de imagem e reconhecimento dos clientes.
No portátil trazia uma apresentação com exemplos de projectos que poderiam ser ali desenvolvidos. Investindo milhares para colher mil milhões, era a frase chave.
Ligo o portátil que estava suspenso. Num ecrã completo tinha um Explorer com imagens eróticas do site que programava durante a viagem.
"Desculpe!" minimizei a janela, um pouco envergonhado.
"Não! Deixe ver! Pareceu-me interessante" surpreendeu-me com a resposta.
Enquanto tentava explicar - engasgado - o motivo do site, que me havia sido requisitado, a Karen levanta-se e coloca-se atrás de mim.
"Relaxe..." diz, colocando as mãos nos meus ombros e massajando.
Esta miúda tinha muitos atributos, mas não era certamente premiada pelo dom das massagens. Em vez de relaxado, sentia-me casa vez mais tenso e com o coração acelerado.
Apercebendo-se da ineficácia das suas massagens, renovou a estratégia e sentou-se sobre o meu colo.
"Já sei. Vou relaxar você de um jeito diferente... e que eu prefiro também!" confidenciou-me, safada.
A sala estava equipada com 16 poltronas de pele e uma mesa imensa para reuniões concorridas. Hoje estávamos só os dois, sentado com a Karen sentada em mim. Apoiando-se na mesa, mexia aquele belo rabo, perfeitamente esculpido e delineado, enquanto se insinuava mordendo o lábio.
Tentando não acordar daquele sonho em que estava envolvido, mantive-me quieto enquanto me enchia o ego.
Os seus sábios movimentos faziam dela uma encantadora de serpentes, e das calças do meu fato havia já uma espécie desejosa de picar. Tinha atingido o instante JNAMVC - Já Não Aguento Mais, Vou-te Comer - e agarrei os seus seios com vontade. Não eram naturais, mas a sua consistência agradava e o seu tamanho era perfeito.
De cada vez que inspirava, sufocava-me com aquele perfume que me deixa doido de desejo.
Mantendo-se sentada, virou-se para mim e aproximou-se da minha boca com os seus lábios carnudos. Beijamo-nos intensa e prolongadamente enquanto se mexia e abanava, sentindo o corpo da minha vontade.
Num jogo de sedução, recuava e puxava-me pela gravata, roubando-me beijos apaixonados. A sua boca era doce e a sua língua destemida invadia-me com ousadia.
"Deixa eu ver e beijar com minha boca" pediu-me enquanto me tirava a gravata e desabotoava a camisa.
Em simultâneo despia a sua blusa e soltava o soutien. O seu corpo era perfeito. Os seios revelavam o seu claro tom de pele, com minúsculas marcas do bikini de verão.
Tomando a liderança, deitei-a sobre a mesa e levantei-me sobre a Karen.
"Agora és tu quem relaxa. Vou-te dar muito prazer" foi a minha promessa e era o que eu mais fantasiava.
Beijei os seus seios, provoquei com a minha língua, deslizando levemente sobre os mamilos. Beijei a sua barriga, em torno do umbigo, descendo até aos justos corsários. Eu estava cheio de desejo e queria beijar aquela mulher. Queria sentir cada pedacinho do seu corpo e acariciá-lo. Desapertei e despi os seus corsários, descobrindo uma fina tanguinha um pouco húmida. Voltei à barriga, ao umbigo... deslizando os meus lábios, a minha boca com suaves beijos e toques de língua.
Karen compreendeu o meu desejo. Devagar, afastou as suas pernas, deixando-me provar o seu gosto. O tempo parecia infinito e eu não tinha pressa nem receio. Beijei, lambi suavemente, percorri em torno com a minha língua. Conquistando a sua crescente vontade, comecei a beijar os lábios sobre o seu clitoris, alternando com movimentos enrolados da minha língua, afastando os seus lábios para tocar directamente no ponto mágico.
Ela estava excitada e gostava do prazer que eu lhe oferecia. Demonstrava-o mordendo o lábio e tentando tocar-me no meu peito distante.
Eu queria dar-lhe prazer e a minha fantasia era fazê-lo com a minha boca. Aumentei o ritmo dos meus toques, beijando e lambendo. O seu clítoris estava grande e exposto, pedindo todo o meu empenho.
Com as duas mãos, agarrei a sua cintura, puxando-a contra a minha boca. Senti que estava próxima de um orgasmo, e estimulei cada vez mais e mais. A minha língua abraçava aquele clítoris excitado quando a Karen me agarrou a cabeça e puxou na sua direcção. O seu corpo estremeceu, a sua respiração disparou. Tentando não nos denunciar na sala de reunião, abafou os seus gemidos, mordendo o tecido da minha gravata.
Karen estava exausta. Recompôs-se enquanto me vesti. Fiquei com o seu gosto, com o seu perfume na minha pele. Voltamos à reunião, que terminámos com um entendimento vantajoso para ambas as partes. Venham os milhares. Eu devolverei mil milhões... de beijos!
| Escrito por Engenheiro | 1 comentário(s) |
