Simplicidade. Tudo na vida é simples.
O Nuno é um homem mais velho do que eu, com uma boca deliciosa e uma voz encantadora. Chamou-me a atenção mal o avistei, nas primeiras saídas de recuperação de uma valente ressaca sentimental, que durou demasiado tempo. Ele é um homem da noite, habituado a loucuras espontâneas esquecidas na manhã seguinte. Eu era o oposto. Uma mulher ingénua como tantas outras, à espera de um príncipe encantado. Até que nos cruzámos e ele mudou a minha vida.
“Tens de me dar o teu número, daqui a uns dias vamos dar uma festa latina e eu gostava que viesses.”
Eu respondi simplesmente que sim, que lhe daria o número. Mais tarde. E continuei a provar o meu sumo de maracujá. Sim, porque o álcool deixa-me descontrolada e isso não podia ser…
O Nuno é um homem mais velho do que eu, com uma boca deliciosa e uma voz encantadora. Chamou-me a atenção mal o avistei, nas primeiras saídas de recuperação de uma valente ressaca sentimental, que durou demasiado tempo. Ele é um homem da noite, habituado a loucuras espontâneas esquecidas na manhã seguinte. Eu era o oposto. Uma mulher ingénua como tantas outras, à espera de um príncipe encantado. Até que nos cruzámos e ele mudou a minha vida.
“Tens de me dar o teu número, daqui a uns dias vamos dar uma festa latina e eu gostava que viesses.”
Eu respondi simplesmente que sim, que lhe daria o número. Mais tarde. E continuei a provar o meu sumo de maracujá. Sim, porque o álcool deixa-me descontrolada e isso não podia ser…
À saída, dei o meu número ao porteiro e fiz sinal ao Nuno de que tinha cumprido o combinado. Ele sorriu. Poucos minutos passados, começava a troca de mensagens que eu julgava típica dos adolescentes.
No dia seguinte, eu tomei a iniciativa. Algo me forçou a criar uma desculpa verosímil para marcar um encontro. Ele correspondeu e ficou de dar notícias. No final da noite quis saber o que eu estava a fazer e sugeriu um café. Em casa dele. Depois de algumas mensagens mais apimentadas, eu simplesmente peguei no carro e fui ao encontro de um homem delicioso e comprometido, perto da uma da manhã.
À chegada, ele falou, falou, falou, falou… Eu claramente não estava muito interessada nos tópicos de conversa. E ele deve ter entendido isso. Daí que, de repente, sem haver ali uma passagem lógica, ele avançou na minha direcção.
“Estou com uma vontade enorme de te beijar.”, disse ele, aproximando-se sem perder tempo. Avançou os 90% da praxe, rodeando-me com o seu corpo. Eu sorri, convencida, como se o esperasse há muito e tudo aquilo fosse previsível e inevitável. E corri os meus 10%, derretida por aqueles lábios carnudos, pelo seu hálito levemente marcado pelo tabaco e pela sua respiração quente. Ele foi rápido. Eu continuava a saborear aquele beijo intensamente, desbloqueando o resto do meu corpo e já ele sentia as minhas curvas com aquelas mãos experientes. Lenta e sensualmente, ele livrou-nos da minha e da sua roupa e deitou-me no chão com cuidado. A sua boca ávida não se separava da minha, excepto quando eu passeava com a minha língua e os meus lábios pelas suas orelhas, pelo seu pescoço. Quando eu me preparava para descer no seu corpo e lhe mostrar todo o potencial da minha boca, ele procurou com os seus dedos hábeis aquilo que mais denunciava o prazer intenso que eu sentia por estar ali a ser acariciada, nua, deitada no chão da sala da casa de um perfeito desconhecido. Eu tremia e sentia-me molhada - e tudo me parecia simples. Maravilhosa e surpreendentemente simples.
Eu imitei-o e agarrei com convicção o seu sexo excitado, prontinho a encaixar em mim… Os gemidos do Nuno mostravam-me que o estava a satisfazer com as minhas pequenas mãos. Ainda saquei do preservativo que levava na mala (ok, eram dois… eu sou optimista…), mas ele afastou-mo da mão e continuou a prender-me em longos beijos. Os meus cabelos compridos, os meus seios generosos, as minhas coxas ansiosas… Ele sentiu todo o meu corpo sofregamente, agarrando-me com uma violência que só me deixava ainda mais louca de prazer.

“Quero foder-te de tantas maneiras, não imaginas…”
Ele mal me conhecia. Não sabia, não imaginava o poder que este tipo de vocabulário tem em mim, nestas alturas. Não sei explicar, nem quero saber. Simplesmente sei que o calão consegue ser altamente afrodisíaco comigo…
E se bem o disse, melhor o fez. Afastou a sua boca da minha, como se precisasse de se concentrar no que se preparava para fazer, e entrou em mim de uma só vez.
A expressão de prazer que percorreu a cara do Nuno não me vai deixar tão cedo. A boca semi-aberta, os olhos fechados por uma onda de prazer que nos invadiu aos dois… O movimento cadenciado dos nossos quadris apressou-se. Ele agarrava-me o peito com força, mordendo-o e lambendo-o enquanto me penetrava com vigor. Eu buscava a sua boca, trincando os seus lábios para reforçar o prazer que comanda todo o acto pura e simplesmente sexual. Senti a violência dos últimos momentos da sua corrida louca… senti-o vir-se dentro de mim e o prazer que daí resultou foi absolutamente libertador.
O Nuno beijou-me, comentando que eu era “apertadinha”… Ai, o calão… Eu continuava a senti-lo e a beijá-lo. Ele pareceu desiludido por se vir antes de mim, não percebendo que eu me estava a vir há largos minutos. Os homens às vezes são um bocadinho parvos… Mas até isso cativa… Logo recuperou da tristeza quando sorri e usei os seus dedos mágicos para me masturbar.
Sou uma mulher moderadamente barulhenta. Excita-me ouvir os meus próprios gemidos e os de quem me ouve a gemer de prazer. Ele tem um timbre rouco que me descontrola… Eu vinha-me nas suas mãos e já ele aproximava a sua boca do meu clítoris. Docemente, ele usou a língua para perceber a que sabia o meu prazer… E eu julguei que morria ali, com um sorriso sensual que me seduzia até a mim própria.
Despedimo-nos como se de facto eu tivesse apenas ido tomar um café a casa dele. Poucas palavras, a minha tentativa de o deixar à vontade, sem medo de compromissos ou complicações.
Regressei a casa com a nítida sensação de ter recuperado um poder escondido, perdido no tempo e na sombra. O poder de seduzir, de atrair os homens. Sorri o caminho todo. Cheguei a casa e ainda me masturbei a rever o que se passara.
O Nuno libertou-me. De séculos inteiros de preconceitos, de juízos sobre o papel da mulher, de regras e fronteiras de decência – conceito tão hipócrita como tantos outros que nos limitam a vida, as sensações, o prazer de viver.
Agora masturbo-me várias vezes ao dia só de pensar nos homens que quero arrastar para a minha cama… No que lhes vou fazer, no que eles me farão a mim… Penso em formar um clube de adultos que procuram sexo pelo sexo, sem conversa, sem envolvimentos, sem complicações. Procuro prazer, simplicidade, neste momento. O príncipe encantado pode esperar.
O Nuno beijou-me, comentando que eu era “apertadinha”… Ai, o calão… Eu continuava a senti-lo e a beijá-lo. Ele pareceu desiludido por se vir antes de mim, não percebendo que eu me estava a vir há largos minutos. Os homens às vezes são um bocadinho parvos… Mas até isso cativa… Logo recuperou da tristeza quando sorri e usei os seus dedos mágicos para me masturbar.
Sou uma mulher moderadamente barulhenta. Excita-me ouvir os meus próprios gemidos e os de quem me ouve a gemer de prazer. Ele tem um timbre rouco que me descontrola… Eu vinha-me nas suas mãos e já ele aproximava a sua boca do meu clítoris. Docemente, ele usou a língua para perceber a que sabia o meu prazer… E eu julguei que morria ali, com um sorriso sensual que me seduzia até a mim própria.
Despedimo-nos como se de facto eu tivesse apenas ido tomar um café a casa dele. Poucas palavras, a minha tentativa de o deixar à vontade, sem medo de compromissos ou complicações.
Regressei a casa com a nítida sensação de ter recuperado um poder escondido, perdido no tempo e na sombra. O poder de seduzir, de atrair os homens. Sorri o caminho todo. Cheguei a casa e ainda me masturbei a rever o que se passara.
O Nuno libertou-me. De séculos inteiros de preconceitos, de juízos sobre o papel da mulher, de regras e fronteiras de decência – conceito tão hipócrita como tantos outros que nos limitam a vida, as sensações, o prazer de viver.
Agora masturbo-me várias vezes ao dia só de pensar nos homens que quero arrastar para a minha cama… No que lhes vou fazer, no que eles me farão a mim… Penso em formar um clube de adultos que procuram sexo pelo sexo, sem conversa, sem envolvimentos, sem complicações. Procuro prazer, simplicidade, neste momento. O príncipe encantado pode esperar.
| Escrito por Professorinha | 2 comentário(s) |
